ARSC AVANÇA COM ESTUDO DE IMPACTO NA SAÚDE DA POPULAÇÃO NA RESSACA DOS INCÊNDIO DE 2017

 

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anuncia que no início de 2018 vai avançar com um estudo na área respiratória, para apurar os eventuais danos dos incêndios na saúde da população.

O estudo, que vai avaliar a função respiratória de uma amostra da população dos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, está integrado no projeto de intervenção em saúde pública e é realizado no cumprimento de uma Resolução do Conselho de Ministros.

De acordo com João Pedro Pimentel, Delegado de Saúde Regional e Diretor do Departamento de Saúde Pública da ARSC, o estudo global tem um prazo de 24 meses e pretende monitorizar os efeitos e os danos causados na saúde das populações expostas ao incêndio e decorrentes da exposição ambiental, em questões relacionadas com a água, a alimentação e o ar.

O responsável revelou que o estudo da função respiratória será efetuado «através da realização de dois exames muito simples: uma espirometria e um raio x do tórax, através da escolha de uma amostra representativa da população».

«É, naturalmente, um estudo que exige o consentimento informado, a explicação às pessoas para que é serve um estudo deste tipo, etc. E, portanto, também é muito importante verificarmos do eventual aparecimento de alterações na função respiratória de uma população exposta a incêndios deste tipo e desta dimensão», explicou.

O estudo, que é feito pelo Departamento de Saúde Pública da ARSC em parceria com o Instituto Nacional Ricardo Jorge, será realizado «na observação de todos os requisitos legais e éticos», garantiu João Pedro Pimentel.

No âmbito do projeto de intervenção em saúde pública, a ARSC está a monitorizar a qualidade das águas e dos alimentos habitualmente consumidos pela população dos referidos concelhos.

Em relação às águas que abastecem as populações, uma primeira avaliação feita em julho apontou que «não houve impacto» na qualidade das mesmas.

Foram também já feitos estudos de alguns alimentos para eventualmente determinar o potencial contaminante provocado pelos incêndios na cadeia alimentar e os primeiros resultados preliminares «não apontam para alterações significativas», segundo João Pedro Pimentel.

Nos dois próximos anos, a ARSC também vai acompanhar a morbilidade e a mortalidade, «comparando através dos registos dos médicos de família, as situações de doença ou de morte ocorridas na população destas áreas afetadas dos incêndios com os dois anos precedentes», acrescentou.

O estudo da morbilidade permitirá, ou não, associar as doenças e as mortes com eventuais contaminantes ambientais originados pelos fogos. in portal sns

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