TAMBÉM A REDE IBÉRICA TEJO/TAJO E O BLOCO DE ESQUERDA SANTARÉM SE ASSOCIARAM NO APOIO A ARLINDO MARQUES

A Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água no Tejo / Tajo e seus afluentes, que reúne organizações portuguesas e espanholas, denuncia o assédio que está a sofrer Arlindo Consolado Marques, membro do proTEJO e seu secretário da mesa do Conselho Deliberativo, por parte da indústria papeleira CELTEJO – Empresa de Celulose do Tejo, S.A., pertencente ao Grupo ALTRI, por ofensas à sua credibilidade e bom nome, reclamando o pagamento de uma indemnização de 250 mil euros. Arlindo tem denunciado há vários anos a CELTEJO pela pela contaminação do rio Tejo e esta indústria das celuloses baseia-se precisamente nestas denúncias para reclamar responsabilidades ao Arlindo, pode ser na sua página.

 

Rede Tejo/Tajo

 

Também a Distrital do Bloco de Esquerda, emitiu um comunicado em defesa do ambientalista, Arlindo Marques que se transcreve:

O Bloco de Esquerda manifesta a sua total solidariedade para com o ambientalista Arlindo Marques, alvo de um processo por alegada “calúnia”, lançado pela empresa Celtejo de Vila Velha de Ródão.

Segundo a empresa, Arlindo Marques ao fazer eco das informações do próprio Ministério do Ambiente que confirmam a Celtejo como grave fonte poluidora, estará a “caluniar” a empresa e reclama uma pesada indemnização.

Arlindo Marques tem feito um trabalho exemplar de cidadania denunciando fontes poluidores que são do conhecimento público. Depois de diversas incursões a Vila Velha de Ródão, em 2016 publicou as imagens mostram ao mundo que, no cais daquela vila, a Celtejo, empresa transformadora de pasta de papel, descarrega os seus efluentes com a conivência da autarquia e demais entidades.

Daí para cá, as denuncias de associações, partidos políticos e ambientalistas intensificaram-se, embora, até ver, sem resultados visíveis.

A inoperância e passividade do Ministro do Ambiente permite que não sejam resolvidos todos casos detectados nas inspecções do Verão de 2015 e também as que foram publicadas na Relatório de Acompanhamento da poluição de Tejo, em Novembro de 2016.

Aliás, em vez de impor à Celtejo uma redução da produção para limites compatíveis com a sua capacidade de tratamento de efluentes — como o BE propôs —, em maio deste ano, o próprio Ministério do Ambiente emitiu uma nova licença que “legaliza” o delito, alargando os índices da poluição admissível de forma escandalosamente permissiva.

O processo revanchista agora lançado contra Arlindo Marques visa intimidar todos os que cumprem o seu dever de cidadania, ao denunciarem infracções ambientais. Só pode merecer a condenação de todos os cidadãos e cidadãs que defendem um Tejo limpo e um ambiente preservado. in Bloco Esquerda Santarém

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