Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes em Abrantes em protesto contra a Parque Escolar

Anunciado nas comemorações dos 50 anos de existência do Liceu Nacional de Abrantes – Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, no passado dia 21 de Outubro, o Diretor do Agrupamento de Escolas n.2 de Abrantes, Prof. Alcino Hermínio informou que a partir de Novembro iria deixar de pagar a renda à parque escolar com valor na ordem dos 500 mil euros dos quais 100 mil destinam-se a manutenção, que desde há dois anos não existe nesta escola.

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Nesta cerimónia estavam presentes no evento dois deputados, Jorge Lacão do PS, e Duarte Marques do PSD, Duarte Marques, que já questionaram o gabinete de Brandão Rodrigues através do parlamento.

Já anteriormente os Deputados do Bloco de Esquerda (BE), Carlos Matias e Joana Mortágua fizeram as mesmas questões ao Ministério da Educação, estando a aguardar resposta às Mesmas. Link do Texto das questões colocadas

A Escola foi recentemente remodelada, com novas construções e reparação do edifício principal, num total de cerca de 13 milhões de euros, obras que duraram cerca de 4 anos, entre 2011 e 2015. Mas desde que estas terminaram que existem falhas de manutenção no edifício, conforme garantiu o diretos da escola.

“Há dois anos que a Parque Escolar não repara “uma grande lista” de avarias na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes. Agora, a direção acredita que é tempo de dizer basta. A partir de novembro, revelou ao i o diretor, Alcino Hermínio, vão mesmo deixar de pagar renda à empresa pública responsável pela requalificação das escolas. Desde que terminaram as obras nesta escola, em 2015, que a Parque Escolar não faz manutenção ao edifício, como devia fazer. Além disso, não foi alocado à secundária qualquer técnico de manutenção, que seria responsável pela gestão das avarias que vão surgindo nos edifícios escolares”. Alcino Hermínio, diretor da escola em declarações ao Jornal i.

A decisão da escola foi comunicada por carta na semana transacta, ao Ministério da Educação e à Parque Escolar, sendo que o pagamento da referida renda será retomado quando:

“a empresa apresentar e der início à execução de um calendário credível de manutenção e resolução dos problemas existentes”, adiantou o diretor.

Pormenorizando o diretor adiantou que existe:

“uma lista grande de pequenas coisas por reparar e que perturbam o funcionamento rotineiro da escola. É o caso de portas das salas de aula que não fecham e da porta que liga o exterior ao edifício, cujas fechaduras estão avariadas e não são reparadas há dois anos, não se consegue, por exemplo, entrar pela porta principal da escola porque a fechadura está avariada e só abre por dentro. Existem ainda estores por reparar e vidros partidos por substituir, um descascador de batatas que nunca funcionou corretamente, num cenário em que a escola serve por dia mais de 400 refeições aos 1200 alunos, do 5.º ao 12.º ano de escolaridade. Tudo junto, são situações que saturam a direção, os professores e os funcionários.” finalizou Alcino Hermínio ao jornal i.

Questionado pelo jornal i, o gabinete do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, remeteu para a empresa.

Já a Parque Escolar disse ao jornal i que “o processo de contratação de um técnico polivalente residente encontra-se em curso”. E que a manutenção do edifício “tem sido assegurada, com assistência numa base semanal, não estando em causa a resposta às necessidades da escola”.

Apesar das garantias de que está tudo bem, os alertas e pedidos de reparações à Parque Escolar nesta escola arrastam-se há largos meses. Por exemplo em Janeiro deste ano, os alunos protestaram contra a falta de manutenção e fizeram greve às aulas. Nessa altura, além dos vidros partidos por substituir e das portas sem fechaduras, também os balneários não tinham água quente porque as caldeiras não funcionavam, o que resultou na suspensão das aulas de Educação Física.

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As caldeiras já foram reparadas pela Parque Escolar, num processo que demorou cerca de dois anos para que esta avaria fosse corrigida pela empresa, contou ao Jornal i o diretor da Secundária Dr. Manuel Fernandes.

Os dois deputados que estiveram presentes já questionaram o ministério para além da falta de manutenção,  também sobre a falta de equipamento informático na escola e pedem obras no antigo edifício da residência de estudantes, que se encontra “abandonado e em degradação”. O diretor da escola tem vindo a reivindicar a requalificação do edifício de forma a que seja transformado em instalações para as aulas do Curso Básico de Música.

Sarau Escola Dr Manuel Fernandes 06/2017

Esta é apenas uma das várias escolas que tem vindo a público denunciar a falta de manutenção dos edifícios pela Parque Escolar. Uma delas foi a Secundária de Carcavelos, que em dezembro de 2016 ameaçou não abrir portas em janeiro de 2017 pela falta de reparação de avarias – um cenário que se registava, na altura, em todas as 69 escolas que tiveram obras durante a fase 3 (a última) do programa de requalificação.

 

Fonte: Jornal i

 

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